sábado, 5 de janeiro de 2008

Um final para Chaves - Parte 2

Com a morte do Senhor Barriga, Nhonho assumiu seus negócios. E uma das primeiras providências foi vender a Vila, já que a maioria de seus moradores havia se mudado e dava mais despesas do que lucros continuar com ela. Todos os moradores foram se despedir da vila, que por tantos anos havia sido o seu lar. Foi também uma oportunidade de reencontros. Kiko estava casado com Paty e agora era da Marinha, assim como seu falecido pai. Agora ele morava muito longe de todos,devido ao trabalho e aparecia ocasionalmente, como no casamento do Chaves em que ele e Paty foram padrinhos. Dona Florinda se casou com professor Girafalez e vivia com ele, que se aposentou da profissão de professo. Outra que veio se despedir da Vila foi Dona Clotilde, que foi morar com a irmã na França. Seu Madruga havia falecido dois anos antes, feliz por ver Chaves se tornando um empresário de sucesso e por saber que ele se casaria com Chiquinha, e que sua filha não ficaria sozinha no mundo.Depois de muitas lágrimas e recordações, todos estava indo embora quando entrou pelo portão da vila uma senhora , com os olhos inchados de choro perguntando por um garotinho que havia sido deixado lá 16 anos antes. Chaves não estava acreditando. Era sua mãe quem estava ali na sua frente, a mãe que ele sempre sonhou em ter. Depois dos abraços e choros, ela explicou que deixou Chaves lá porque seu marido havia morrido e ela era sozinha, não tinha condições de cria-lo e que precisou se mudar para longe, para trabalhar no campo. E deixou Chaves sob os cuidados da senhora da casa 8, que era uma prima sua. Agora Chaves entendia porque a velha senhora do 8 era tão carinhosa com ele e apesar das dificuldades, sempre abrigava Chaves e lhe dava de comer quando podia. Depois da cena, todos voltaram para suas vidas. Eles que haviam passado tantas coisas juntos, como a inesquecível viagem para Acapulco, estavam se separando mais uma vez. Mas com a promessa de se encontrarem de tempos em tempos, para sempre lembrarem da época em que foram muito felizes na Vila, que em breve não existiria mais. Mas o mais importante eram as lembranças, que nunca poderiam ser vendidas e que ficou no coração de todos que passaram pela Vila.

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